Sábado, Agosto 13, 2005
Conhecendo os Peixes

Certa vez Chuang Tzu e um amigo caminhavam à margem de um rio.
"Veja os peixes nadando na corrente," disse Chuang Tzu, "Eles estão realmente felizes..."
"Você não é um peixe," replicou arrogantemente seu amigo, "Então você não pode saber se eles estão felizes."
"Você não é Chuang Tzu," disse Chuang Tzu, "Então como você sabe que eu não sei que os peixes estão felizes?"

O Samurai sacou sua Katana às 8/13/2005 |
Terça-feira, Julho 26, 2005
Egoísmo

O Primeiro Ministro da Dinastia Tang era um herói nacional pelo seu sucesso tanto como homem de estado quanto como líder militar. Mas a despeito de sua fama, poder e riqueza, ele se considerava um humilde e devoto Buddhista. Freqüentemente ele visitava seu mestre Zen favorito para estudar com ele, e eles pareciam se dar muito bem. O fato de que ele era primeiro ministro aparentemente não tinha efeito em sua relação, que parecia ser simplesmente a de um reverendo mestre e seu respeitoso estudante.
Um dia, durante sua visita usual, o Primeiro Ministro perguntou ao mestre, "Mestre, o que é o egoísmo de acordo com o Buddhismo?"
O rosto do mestre ficou vermelho, e num tom de voz extremamente desdenhoso e insultuoso ele gritou em resposta:
"Que tipo de pergunta estúpida é esta?!?"
Tal resposta tão inesperada chocou tanto o Primeiro Ministro que este tornou-se imediatamente arrogante e com raiva:
"Como ousa me tratar assim?"
Neste momento o mestre Zen sorriu e disse:
"ISTO, Sua Excelência, é egoísmo..."

O Samurai sacou sua Katana às 7/26/2005 |
Sábado, Julho 02, 2005
O Sonho

Certa vez o mestre taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta, voando alegremente aqui e ali. No sonho ele não tinha mais a mínima consciência de sua individualidade como pessoa. Ele era realmente uma borboleta. Repentinamente, ele acordou e descobriu-se deitado ali, um pessoa novamente.
Mas então ele pensou para si mesmo:
"Fui antes um homem que sonhava ser uma borboleta, ou sou agora uma borboleta que sonha em ser um homem?"


O Samurai sacou sua Katana às 7/2/2005 |
Domingo, Junho 19, 2005
Seguindo a corrente

Um velho homem bêbado acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata. Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado. Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.
Ao testemunhar o evento, Kung-tzu (Confúcio) comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:
"Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver."


O Samurai sacou sua Katana às 6/19/2005 |
Segunda-feira, Junho 06, 2005
Gutei e o Dedo

O Mestre Gutei, sempre que lhe faziam uma pergunta, respondia levantando um dedo sem dizer nada. Um noviço adquiriu o vício de imitá-lo. Certo dia, um visitante perguntou ao noviço:
"Que sermão o Mestre está pronunciando agora?"
O noviço respondeu levantando o dedo. O visitante, quando se encontrou com o Mestre, contou-lhe que o noviço o imitara. Mais tarde, o Mestre escondeu uma faca nas vestes e chamou o noviço. Quando este se apresentou, Gutei perguntou-lhe:
"O que é Buddha?"
O rapaz, ansioso para impressionar o mestre, respondeu levantando o dedo. O Mestre então agarrou-lhe a mão e cortou-lhe o dedo com a faca. O discípulo, apavorado e em choque, já ia sair correndo, mas o Mestre o chamou com um grito:
"NOVIÇO!"
Quando o rapaz se voltou para o Mestre, este perguntou abruptamente :
"O que é Buddha?"
O discípulo ia levantar o dedo, mas não tinha mais dedo. Neste instante, ele alcançou o Satori.

O Samurai sacou sua Katana às 6/6/2005 |
Sexta-feira, Junho 03, 2005
Aprendendo do modo mais duro

O filho de um mestre em roubos pediu a seu pai para ensinar-lhe os segredos de seu ofício. O velho ladrão concordou e naquela noite levou seu filho para assaltar uma grande mansão. Enquanto a família dormia, ele silenciosamente levou seu aprendiz para dentro de um quarto que continha um armário de ricas roupas. O pai disse ao filho para entrar no armário e pegar algumas roupas. Quando o rapaz fez isso, seu pai rapidamente fechou a porta e o prendeu lá dentro. Então ele saiu, e bateu sonoramente na porta da frente, acordando consequentemente a família que dormia, e rapidamente fugiu antes que qualquer pessoa o visse.
Horas mais tarde, seu filho retornou à casa, em trapos e exausto.
"Pai!" ele gritou em fúria, "Porque o senhor me prendeu no armário? Se eu não tivesse usado desesperadamente meus recursos com medo de ser descoberto, eu jamais teria escapado. Tive que abandonar toda a minha timidez para sair de lá!"
O velho ladrão sorriu: "Filho, você acabou de ter sua primeira lição na arte da rapinagem..."

O Samurai sacou sua Katana às 6/3/2005 |
Segunda-feira, Maio 30, 2005
O Mais Importante Ensinamento

Um renomado mestre Zen dizia que seu maior ensinamento era este: Buddha é a sua mente. De tão impressionado com a profundidade implicada neste axioma, um monge decidiu deixar o Monastério e retirar-se em um local afastado para meditar nesta peça de sabedoria. Ele viveu 20 anos como um eremita refletindo no grande ensinamento.
Um dia ele encontrou outro monge que viajava na através da floresta próxima à sua ermida. Logo o monge eremita soube que o viajante também tinha estuda sob o mesmo mestre Zen.
"Por favor, diga-me se você conhece o grande ensinamento do mestre," perguntou ansioso ao outro.
Os olhos do monge viajante brilharam, "Ah! O mestre foi muito claro sobre isto. Ele disse que seu maior ensinamento era: Buddha NÃO é a sua mente."

O Samurai sacou sua Katana às 5/30/2005 |
Quarta-feira, Maio 25, 2005
Caçando dois coelhos

Um estudante de artes marciais aproximou-se de seu mestre com uma questão:
"Gostaria de aumentar meu conhecimento das artes marciais. Em adição ao que aprendi com o senhor, eu gostaria de estudar com outro professor para poder aprender outro estilo. O que pensa de minha idéia?"
"O caçador que espreita dois coelhos ao mesmo tempo," respondeu o mestre, "corre o risco de não pegar nenhum."

O Samurai sacou sua Katana às 5/25/2005 |
Quarta-feira, Maio 18, 2005
Presente de Insultos

Certa vez existiu um grande guerreiro. Ainda que muito velho, ele ainda era capaz de derrotar qualquer desafiante. Sua reputação estendeu-se longe e amplamente através do país e muitos estudantes reuniam-se para estudar sob sua orientação.
Um dia um infame jovem guerreiro chegou à vila. Ele estava determinado a ser o primeiro homem a derrotar o grande mestre. Junto à sua força, ele possuía uma habilidade fantástica em perceber e explorar qualquer fraqueza em seu oponente, ofendendo-o até que a este perdesse a concentração. Ele esperaria então que seu oponente fizesse o primeiro movimento, e assim revelando sua fraqueza, e então atacaria com uma força impiedosa e velocidade de um raio. Ninguém jamais havia resistido em um duelo contra ele além do primeiro movimento.
Contra todas as advertências de seus preocupados estudantes, o velho mestre alegremente aceitou o desafio do jovem guerreiro. Quando os dois se posicionaram para a luta, o jovem guerreiro começou a lançar insultos ao velho mestre. Ele jogava terra e cuspia em sua face. Por horas ele verbalmente ofendeu o mestre com todo o tipo de insulto e maldição conhecidos pela humanidade. Mas o velho guerreiro meramente ficou parado ali, calmamente. Finalmente, o jovem guerreiro finalmente ficou exausto. Percebendo que tinha sido derrotado, ele fugiu vergonhosamente.
Um tanto desapontados por não terem visto seu mestre lutar contra o insolente, os estudantes aproximaram-se e lhe perguntaram: "Como o senhor pôde suportar tantos insultos e indignidades? Como conseguiu derrotá-lo sem ao menos se mover?"
"Se alguém vem para lhe dar um presente e você não o aceita," o mestre replicou, "para quem retorna este presente?"

O Samurai sacou sua Katana às 5/18/2005 |
Segunda-feira, Maio 16, 2005
Eremita e a ambição

Na China antiga, um eremita meio mágico vivia numa montanha profunda. Um belo dia, um velho amigo foi visitá-lo. Senrin, muito feliz por recebê-lo, ofereceu-lhe um jantar e um abrigo para a noite; na manha seguinte, antes da partida do amigo, quis ofertar-lhe um presente. Tomou de uma pedra e, com o dedo, converteu-a num bloco de ouro puro.
O amigo não ficou satisfeito; Senrin apontou o dedo para uma rocha enorme, que também se transformou em ouro.
O amigo, porém, continuava sem sorrir.
- Que queres, então? - indagou Senrin.
Respondeu-lhe o amigo:
- Corta esse dedo, eu o quero

O Samurai sacou sua Katana às 5/16/2005 |
Sábado, Maio 14, 2005
Morte de Tokuan

Mestre Tokuan (cujo nome significa "pepino") estava morrendo; um discípulo aproximou-se e perguntou-lhe qual era o seu testamento. Takuan respondeu que não tinha testamento; mas o discípulo insistiu:
- Não tendes nada... Nada para dizer?
- A vida não passa de um sonho.
E expirou.

O Samurai sacou sua Katana às 5/14/2005 |
Terça-feira, Maio 10, 2005
O Homem rico

Um homem queria ficar rico e, todos os dias, ia pedir a Deus que lhe atendesse às súplicas.
Num dia de inverno, ao voltar da oração, avistou, presa no gelo do caminho, uma polpuda carteira de dinheiro.
No mesmo instante, julgou-se atendido. Mas como a carteira resistisse aos seus esforços, urinou em cima dela a fim de derreter o gelo que a retinha. E foi então. . .
Que despertou na cama toda molhada. . .

O Samurai sacou sua Katana às 5/10/2005 |
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Verdadeira regeneração

Ryokan devotou sua vida ao estudo do Zen. Um dia ele ouviu que seu sobrinho, a despeito das advertências de sua família, estava gastando seu dinheiro com uma prostituta. Uma vez que o sobrinho tinha substituído Ryokan na responsabilidade de gerenciar os proventos da família, e os bens desta portanto corriam risco de serem dissipados, os parentes pediram a Ryokan fazer algo.
Ryokan teve que viajar por uma longa estrada para encontrar seu sobrinho, o qual ele não via há muitos anos. O sobrinho ficou grato por encontrar seu tio novamente e o convidou a pernoitar em sua casa.
Por toda a noite Ryokan sentou em meditação. Quando ele estava partindo na manhã seguinte ele disse ao jovem: "Eu devo estar ficando velho, minhas mãos tremem tanto! Poderia me ajudar a amarrar minha sandália de palha?"
O sobrinho o ajudou devotadamente. "Obrigado," disse Ryokan finalmente, "você vê, a cada dia um homem se torna mais velho e frágil. Cuide-se com atenção." Então Ryokan partiu, jamais mencionando uma palavra sobre a cortesã ou as reclamações de seus parentes. Mas, daquela manhã em diante, o esbanjamento do seu sobrinho terminou.

O Samurai sacou sua Katana às 5/6/2005 |
Quinta-feira, Maio 05, 2005
O ladrão que se tornou um discípulo

Uma noite quando Shichiri Kojun estava recitando sutras um ladrão com uma espada entrou em seu zendo, exigindo seu dinheiro ou a sua vida.
Shichiri disse-lhe:
"Não me perturbe. Você pode encontrar o dinheiro naquela gaveta." E retomou sua recitação.
Um pouco depois ele parou de novo e disse ao ladrão:
"Não pegue tudo. Eu preciso de alguma soma para pagar os impostos amanhã."
O intruso pegou a maior parte do dinheiro e principiou a sair.
"Agradeça à pessoa quando você recebe um presente," Shichiri acrescentou. O homem lhe agradeceu, meio confuso, e fugiu.
Poucos dias depois o indivíduo foi preso e confessou, entre outras coisas, a ofensa contra Shichiri. Quando Shichiri foi chamado como testemunha ele disse:
"Este homem não é ladrão, ao menos tanto quanto me diz respeito. Eu lhe dei o dinheiro e ele inclusive me agradeceu por isso."
Após o homem ter cumprido sua pena, ele foi a Shichiri e tornou-se um de seus discípulos.

O Samurai sacou sua Katana às 5/5/2005 |
Segunda-feira, Maio 02, 2005
Equanimidade

Durante as guerras civis no Japão feudal, um exército invasor poderia facilmente dizimar uma cidade e tomar controle. Numa vila, todos fugiram apavorados ao saberem que um general famoso por sua fúria e crueldade estava se aproximando - todos exceto um mestre Zen, que vivia afastado.
Quando chegou à vila, seus batedores disseram que ninguém mais estava lá, além do monge. O general foi então ao templo, curioso em saber quem era tal homem. Quando ele lá chegou, o monge não o recebeu com a normal submissão e terror com que ele estava acostumado a ser tratado por todos; isso levou o general à fúria.
"Seu tolo!!" ele gritou enquanto desembainhava a espada, "não percebe que você está diante de um homem que pode trucidá-lo num piscar de olhos?!?"
Mas o mestre permaneceu completamente tranqüilo.
"E você percebe," o mestre replicou calmamente, "que você está diante de um homem que pode ser trucidado num piscar de olhos?"

O Samurai sacou sua Katana às 5/2/2005 |
Terça-feira, Abril 26, 2005
A Lua Não Pode Ser Roubada

Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."

O Samurai sacou sua Katana às 4/26/2005 |
Domingo, Abril 24, 2005
Buddha Cristão

Um dos monges do mestre Gasan visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, ele perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a Bíblia Cristã. "Não," Gasan replicou, "Por favor leia algo dela para mim."
O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha em Mateus, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os lírios no campo, ele parou. Mestre Gasan ficou em silêncio por muito tempo.
"Sim," ele finalmente disse, "Quem quer que proferiu estas palavras é um ser iluminado. O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho estado tentando ensinar a vocês aqui."

O Samurai sacou sua Katana às 4/24/2005 |
Quarta-feira, Abril 20, 2005
Certo e Errado

Quando Bankei realizava seus retiro semanais de meditação, discípulos de muitas partes do Japão vinham participar. Durante um destes Sesshins um discípulo foi pego roubando. O caso foi reportado a Bankei com a solicitação para que o culpado fosse expulso.
Bankei ignorou o caso.
Mais tarde o discípulo foi surpreendido na mesma falta, e novamente Bankei desdenhou o acontecimento. Isto aborreceu os outros pupilos, que enviaram uma petição pedindo a dispensa do ladrão, e declarando que se tal não fosse feito eles todos iriam deixar o retiro.
Quando Bankei leu a petição ele reuniu todos diante de si.
"Vocês são sábios," ele disse aos discípulos. "Vocês sabem o que é certo e o que é errado. Vocês podem ir para qualquer outro lugar para estudar e praticar, mas este pobre irmão não percebe nem mesmo o que significa o certo e o errado. Quem irá ensiná-lo se eu não o fizer? Eu vou mantê-lo aqui mesmo se o resto de vocês partirem."
Uma torrente de lágrimas foram derramadas pelo monge que roubara. Todo seu desejo de roubar tinha se esvaecido.


O Samurai sacou sua Katana às 4/20/2005 |
Segunda-feira, Abril 18, 2005
É mesmo?

Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse:
"É mesmo?"
Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade.
"É mesmo?" Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança.
Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger.
Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido.
"É mesmo?" disse Hakuin enquanto devolvia a criança.

O Samurai sacou sua Katana às 4/18/2005 |
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Os Portais do Paraíso

Um orgulhoso guerreiro chamado Nobushige foi até Hakuin, e perguntou-lhe: "Se existe um paraíso e um inferno, onde estão?" "Quem é você?" perguntou Hakuin. "Eu sou um samurai!" o guerreiro exclamou. "Você, um guerreiro!" riu-se Hakuin. "Que espécie de governante teria tal guarda? Sua aparência é a de um mendigo!".
Nobushige ficou tão raivoso que começou a desembainhar sua espada, mas Hakuin continuou:
"Então você tem uma espada! Sua arma provavelmente está tão cega que não cortará minha cabeça..."
O samurai retirou a espada num gesto rápido e avançou pronto para matar, gritando de ódio. Neste momento Hakuin gritou:
"Acabaram de se abrir os Portais do Inferno!"
Ao ouvir estas palavras, e percebendo a sabedoria do mestre, o samurai embainhou sua espada e fez-lhe uma profunda reverência.
"Acabaram de se abrir os Portais do Paraíso," disse suavemente Hakuin.

O Samurai sacou sua Katana às 4/15/2005 |
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Homem Santo

Boatos espalharam-se por toda a região acerca do sábio Homem Santo que vivia em uma pequena casa sobre a montanha. Um homem da vila decidiu fazer a longa e difícil jornada para visitá-lo. Quando chegou na casa, ele viu um simples velho dentro que o recebeu, abrindo a porta.
"Eu gostaria de ver o sábio Homem Santo," disse ele ao outro. O velho sorriu e permitiu-o entrar.
Enquanto eles caminhavam ao longo da casa, o homem da vila olhava ansiosamente em torno, antecipando seu encontro com um homem considerado um verdadeiro Santo. Mas antes que pudesse dar pela coisa, ele já havia percorrido a extensão da casa e levado para fora. Ele parou e voltou-se para o velho:
"Mas eu quero ver o Homem Santo!"
"Já o fizeste," disse o velho. "Todos que tu encontras em tua vida, mesmo se eles pareçam simples e insignificantes... veja cada um deles como um sábio Homem Santo. Se fizeres deste modo, então quaisquer que sejam os problemas que trouxestes aqui hoje, serão resolvidos..."
E fechou a porta.

O Samurai sacou sua Katana às 4/14/2005 |
Quarta-feira, Abril 13, 2005
Verdadeira Riqueza

Um homem muito rico pediu a Sengai para escrever algo pela continuidade da prosperidade de sua família, de modo que esta pudesse manter sua fortuna de geração a geração.
Sengai pegou uma longa folha de papel de arroz e escreveu: "Pai morre, filho morre, neto morre."
O homem rico ficou indignado e ofendido. "Eu lhe pedi para escrever algo pela felicidade de minha família! Porque fizeste uma brincadeira destas?!?"
"Não pretendi fazer brincadeiras," explicou Sengai tranqüilamente. "Se antes de sua morte seu filho morrer, isto iria magoá-lo imensamente. Se seu neto se fosse antes de seu filho, tanto você quanto ele ficariam arrasados. Mas se sua família, de geração a geração, morrer na ordem que eu escrevi, isso seria o mais natural curso da Vida. Eu chamo a isso Verdadeira Riqueza."

O Samurai sacou sua Katana às 4/13/2005 |
Terça-feira, Abril 12, 2005
A Subjugação de um fantasma - Um Exorcismo Zen...

Uma jovem e bela esposa caiu doente e finalmente chegou às portas da morte.
"Eu te amo tanto," ela disse ao seu marido, "Eu não quero deixar-te. Prometas que não me trocarás por nenhuma outra mulher! Se tu não o fizeres, eu retornarei como um fantasma e te causarei aborrecimentos sem fim!"
Logo após, a esposa morreu. O marido procurou respeitar seu último desejo pelos primeiros três meses, mas então ele encontrou outra mulher e se apaixonou. Eles tornaram-se noivos e logo se casariam.
Imediatamente após o noivado um fantasma aparecia todas as noites ao homem, acusando-o por não ter mantido sua promessa. O fantasma era esperto, também. Ela lhe dizia tudo o que acontecia e era falado entre ele e sua noiva, mesmo as mais íntimas experiências.
Sempre que dava à sua noiva um presente, o fantasma o descrevia em detalhes. Ela até mesmo repetia suas conversas, e isso aborrecia tanto o homem que ele não era capaz de dormir. Alguém o aconselhou a expor seu problema a um mestre Zen que vivia próximo à vila. Enfim, em desespero, o pobre homem foi buscar sua ajuda.
"Então sua ex-esposa tornou-se um fantasma e sabe tudo o que você faz," comentou o mestre, meio divertido. "O que quer que você faça ou diga, o que quer que você dê à sua amada, ela sabe. Ela deve ser um fantasma muito sábio... Realmente você deveria admirar tal fantasma! A próxima vez que ela aparecer, barganhe com ela. Diga a ela exatamente o que direi a você..."
Naquela noite o homem encontrou o fantasma e disse o que o mestre havia instruído:
"Você sabe tanto de mim que eu nada posso esconder-lhe! Se você me responder apenas uma questão, eu lhe prometo desfazer meu noivado e permanecer solteiro."
"Na verdade, eu sei que você foi ver um mestre Zen hoje! Diga-me sua questão." Disse o fantasma.
O homem levantou sua mão direita fechada e perguntou:
"Já que sabes tanto, diga-me apenas quantos feijões eu tenho nesta mão..."
Neste exato momento não havia mais nenhum fantasma para responder a questão.

O Samurai sacou sua Katana às 4/12/2005 |
Segunda-feira, Abril 11, 2005
Nada Existe

YAMAOKA TESSHU, quando um jovem estudante Zen, visitou um mestre após outro. Ele então foi até Dokuon de Shokoku. Desejando mostrar o quanto já sabia, ele disse, vaidoso: "A mente, Buddha, e os seres sencientes, além de tudo, não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos é vazia. Não há realização, nenhuma delusão, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não há o Dar e tampouco nada a receber!"
Dokuon, que estava fumando pacientemente, nada disse. Subitamente ele acertou Yamaoka na cabeça com seu longo cachimbo de bambu. Isto fez o jovem ficar muito irritado, gritando xingamentos.
"Se nada existe," perguntou, calmo, Dokuon, "de onde veio toda esta sua raiva?"


O Samurai sacou sua Katana às 4/11/2005 |
Domingo, Abril 10, 2005
Este é um conto zen de particular beleza, aqui estão suas versões em português e inglês... enjoy...

Um Samurai e um Mestre Zen
Um samurai, um honrado guerreiro, veio um dia ver um Mestre Zen. O Samurai era muito famoso, mas olhando para a beleza do Mestre e a Graça do momento, subitamente se sentiu inferior.
Ele ao Mestre, ¿Porque estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás tudo estava bem. Ao entrar no seu pátio, eu subitamente me senti inferior. Nunca me senti assim antes. Enfrentei a morte tantas vezes, e nunca senti nenhum medo ¿ porque agora eu me sinto amedrontado?¿
O mestre disse. ¿Espere, quando todos tiverem ido, eu responderei.¿
Pessoas continuaram a vir durante todo o dia ver o Mestre, e o Samurai foi ficando cada vez mais cansado de esperar. Ao anoitecer, a sala estava vazia, e o Samurai disse, ¿Pode me responder agora?¿
O Mestre disse, ¿Venha para fora.¿
Era uma noite de lua cheia, a lua estava subindo no horizonte. E ele disse, ¿Olhe para essas árvores. Esta arvore é enorme em relação a esta outra, ao lado dela. Ambas têm coexistido ao lado da minha janela por anos, e nunca tiveram nenhum problema. A menor nunca disse para a arvore grande ¿Porque me sinto inferior a você?¿ Esta arvore é pequena e esta é grande ¿ por que nunca ouvi nada sobre isso?¿
O Samurai disse. ¿Porque não se pode compará-las.¿
O Mestre respondeu, ¿Então você não precisa me perguntar. Você já tem a resposta.¿

Autor Desconhecido
Encontrado em: Parábolas, Histórias ao Redor do Mundo.

A Samurai and a Zen Master
A samurai, a very proud warrior, came to see a Zen Master one day. The samurai was
very famous, but looking at the beauty of the Master and the Grace of the moment, he
suddenly felt inferior.
He said to the Master, "Why am I feeling inferior? Just a moment ago everything was
okay. As I entered your court suddenly I felt inferior. I have never felt like that before. I
have faced death many times, and I have never felt any fear -- why am I now feeling
frightened?
"
The Master said, "Wait. When everyone else has gone, I will answer. "
People continued the whole day to come and see the Master, and the samurai was getting
more and more tired waiting. By evening the room was empty, and the samurai said,
"Now, can you answer me?"
The Master said, "Come outside."
It was a full moon night, the moon was just rising on the horizon. And he said, "Look at
these trees. This tree is high in the sky and this small one beside it. They both have
existed beside my window for years, and there has never been any problem. The smaller
tree has never said to the big tree, 'Why do I feel inferior before you?' This tree is small,
and that tree is big -- why have I never heard a whisper of it?
"
The samurai said, "Because they can't compare."
The Master replied, "Then you need not ask me. You know the answer."
Author Unknown
Found at: Parables, Stories from Around the World

O Samurai sacou sua Katana às 4/10/2005 |
Sábado, Abril 09, 2005
Sem trabalho, Sem comida

HYAKUJO, o mestre Zen chinês, costumava trabalhar com seus discípulos mesmo na idade de 80 anos, aparando o jardim, limpando o chão, e podando as árvores. Os discípulos sentiram pena em ver o velho mestre trabalhando tão duramente, mas eles sabiam que ele não iria escutar seus apelos para que parasse. Então eles resolveram esconder suas ferramentas.
Naquele dia o mestre não comeu. No dia seguinte também, e no outro.
"Ele deve estar irritado por termos escondido suas ferramentas," os discípulos acharam. "É melhor nós as colocarmos de volta no lugar."
No dia em que eles fizeram isso, o mestre trabalhou e comeu exatamente como antes. À noite ele os instruiu, simplesmente:
"Sem trabalho, sem comida."

O Samurai sacou sua Katana às 4/9/2005 |
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Garotas

Tanzan e Ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada. Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.
"Venha, menina," disse Tanzan de imediato. Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.
Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então ele não mais se conteve e disse:
"Nós monges não nos aproximamos de mulheres," ele disse a Tanzan, "especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?"
"Eu deixei a garota lá," disse Tanzan. "Você ainda a está carregando?"

O Samurai sacou sua Katana às 4/8/2005 |
Quinta-feira, Abril 07, 2005
Nas Mãos do Destino

Um grande guerreiro japonês chamado Nobunaga decidiu atacar o inimigo embora ele tivesse apenas um décimo do número de homens que seu oponente. Ele sabia que poderia ganhar mesmo assim, mas seus soldados tinham dúvidas. No caminho para a batalha ele parou em um templo Shintó e disse aos seus homens:
"Após eu visitar o relicário eu jogarei uma moeda. Se a Cara sair, iremos vencer; se sair a Coroa, iremos com certeza perder. O Destino nos tem em suas mãos."
Nobunaga entrou no templo e ofereceu uma prece silenciosa. Então saiu e jogou a moeda. A Cara apareceu. Seus soldados ficaram tão entusiasmados a lutar que eles ganharam a batalha facilmente.
Após a batalha, seu segundo em comando disse-lhe orgulhoso:
"Ninguém pode mudar a mão do Destino!"
"Realmente não..." disse Nobunaga mostrando-lhe reservadamente sua moeda, que tinha sido duplicada, possuindo a Cara impressa nos dois lados.

O Samurai sacou sua Katana às 4/7/2005 |
Quarta-feira, Abril 06, 2005
Uma Parábola
Certa vez, disse o Buddha uma parábola: Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha.
Mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz. Neste momento seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.
"Que delícia!", ele disse.

O Samurai sacou sua Katana às 4/6/2005 |
Terça-feira, Abril 05, 2005
Uma xícara de Chá

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas. Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
"Como esta xícara," Nan-in disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"

O Samurai sacou sua Katana às 4/5/2005 |
Quinta-feira, Janeiro 06, 2005
hoje foi um daqueles dias estranhos em que você faz tudo certo e no final fica com uma sensação de que nem tudo esta certo, de que nem tudo foi feito, uma sensação de incompletude... engraçado!

bom, abraços a todos.

Mao_Zen meditando sobre a vida por tras de pedaços de vidro..
virada02.jpg
obs:obrigado ao ankh pela indicação da musica...
obs²: bjos para vc minha querida...


O Samurai sacou sua Katana às 1/6/2005 |
Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Bem... o fotolog.net está uma porcaria e nao tem colocado nada no ar... fiz uma foto de natal e não queria que ela ficasse perdida, então a coloquei aqui, rs...
só para entrar no espirito da coisa..
natal01.jpg

então, felicidades a todos e boas festas...
juízo...

Mao_Zen meditando sobre noites sem sono e Chiaki Kuriyama
O Samurai sacou sua Katana às 12/27/2004 |
Segunda-feira, Agosto 23, 2004
Oi¿
Sabe, depois que fiquei órfão, hoje isso faz um ano, fiquei muito mais emotivo do que já era. Lembro-me de uns anos atrás rir da minha então namorada por ela chorar em frente à TV enquanto algumas crianças famintas apareciam na tela. Hoje eu vi um desfile da seleção de futebol brasileira no Haiti. Eram milhares de pessoas, vivendo em estado de enorme pobreza, mas mesmo assim sorrindo, e pulando, e dançando e gritando. Eram rostos surrados pelo tempo, pela fome, pela miséria, pelo calor absurdo. Que sustentavam um sorriso branco, de um branco reluzente. Me sensibilizei por aquela imagem de desigualdade. Num país lacerado pela guerra, a maior alegria se resumia a ver o escrete brasileiro passar. O mundo em festa, as Olimpíadas correndo, e aquelas pessoas sorrindo por único e desesperado motivo de alegria. Num continente aonde a expectativa de vida de uma pessoa negra é de 37 anos!
Mas não é simplesmente uma questão de olhar e sentir pena, de ficar sensibilizado. As coisas não são e nem deveriam ser assim. Já falei sobre isso em outro lugar, mas vou mencionar mais uma vez nós estamos ligados, inter-relacionados. Não pense que aquilo está distante do seu dia-a-dia, não está! Einstein, o Dalai, o Budismo todos estão certos em dizer que tudo é relativo, inclusive a nossa posição segura em frente à TV, sentados no sofá. Interdependência e relatividade. Entender esses dois conceitos podem fazer você mudar sua forma de ver o mundo e de levar sua. Seja mais humano e faça isso... não espere um abalo em sua vida para começar a pensar na vida dos outros!

Mao_Zen meditando na qualidade de vida...

O Samurai sacou sua Katana às 8/23/2004 |
Terça-feira, Agosto 10, 2004
Foi o fim..?
Todo mundo me pergunta isso em relação à Chocolate Sensual. Sinceramente? Não sei... não sei mesmo! Não é tão simples como colocar um outro amigo que toque guitarra alí, não só saber tocar. É ter o espirito da coisa. Eu lembro da primeira vez que tocamos juntos, foi num improviso horrivel que virou no fim a marca da banda. O improviso, a falta de ensaios e mesmo depois dos ensaios, ainda matínhamos o ar de despreocupação, pois o objetivo era a diversão e não a perfeição. Se em alguns casos as musicas que tocavámos saia bem legal, era um meio, e não um fim, pois tocar bem é um meio para a diversão. Não acho que será fácil encontrar alguém que tenha esse mesmo despreendimento que tínhamos. Subir num palco e cantar é uma coisa, subir alí e fazer as pessoas se divertirem, mesmo tocando mal é uma coisa totalmente diferente. E não me envergonho de dizer, nós, a Chocolate Sensual, conseguimos isso. Conversando com os que ficam, Bruno e Fungo, a opnião parece ser a mesma, se encontrarmos alguém a gente volta. Mas acho dificil isso acontecer nos próximos meses, ou mesmo antes do fim do ano. A banda marcou minha vida e acho que a de todos que vivenciaram suas apresentações. Espero que todos nós consigamos guardar as boas elmbranças...

mao_zen meditando sobre infortunios...
O Samurai sacou sua Katana às 8/10/2004 |
Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Ontem me reuni com minha familia. É, ou tem sido, uma experiência estranha me reencontrar com cada um deles nos ultimos meses. Minhas tias, irmãs de minha falecida mãe, choraram muito quando fui visita-las. Meu irmão e meu pai me olham agora com olhos respeitosos e parecem saber que não dependo mais de nenhum deles para tomar minhas decisões. Isso é estranho. Pois me senti velho, esta é a palavra. O peso dos poucos mais de vinte anos nunca foi tão grande! Me olhei no espelho e tenho certeza, certeza, de que vi uma marca nova! Um risco cortanto minha testa, todo irregular, uma pequena dobra na minha pele, e eu tive que chamar aquilo de ruga. Pois não poderia ser nada além de uma ruga. Agora tenho cinco sobrinhos. O mais novo de meu irmão, se chama Mateus. Um deles se parece comigo.
Não sei ao certo, de alguns meses para cá, essa "relação familia" criou um valor diverso para mim. Me sinto mais familia do que quando morava com meus irmãos todos ao meu lado. E isto é, no meu ponto de vista, muito reflexivo.
No mais, a paz.

mao_zen meditando... como sempre...
O Samurai sacou sua Katana às 8/5/2004 |
Terça-feira, Agosto 03, 2004
Sempre me perguntam o porquê da minha recorrência à tematica oriental para explicar fatos de minha vida. Por isso, no primeiro post deste blog vou colocar o texto ou citação, que iniciou essa minha busca pelo modo oriental
de perceber as coisas:
Nuvens e água: nos mosteiros zen, os noviços são chamados de unsui (lit, "nuvem-água") e as decorações do templo zen comportam freqüentemente desenhos de nuvens e água. As nuvens movem-se livremente, formando-se e reformando-se em comformidade com as condições esternas e sua própria natureza, que não é tolhida por obstáculos. "A água é submissa, mas tudo conquista. A água extigue o fogo ou, diante de uma provável derrota, escapa como vapor e se refaz. A água carrega a terra macia, ou quando se defronta com rochedos, procura um caminho ao redor, a água corrói o ferro até que ele se desintegra em poeira; satura tanto a atmosfera que leva à morte o vento, a água da lugar aos obstáculos com aparente humildade, pois nenhuma força pode impedi-la de eguir seu curso traçado para o mar. A água conquista pela submissão; jamais ataca, mas sempre ganha a ultima batalha." (Tao Cheng de nan Yeo, um estudioso taoísta do século XI, citado por Blofed em seu The Wheel of Life). Essas virtuds da água são as do homem zem perfeito, cuja vida se caracteriza pla liberdade, espontaneidade, humildade e força interior, além da capacidade de adaptar-se às circunstâncias mutáveis sem tensão ou ansiedade. (Philip Kapleau: Os Três Pilares do Zen. Ed. Itatiaia).
Musashi, Volume 1, pagina 148. Nota de rodapé numero 49.
O Samurai sacou sua Katana às 8/3/2004 |
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